Barrar a tramitação da reforma administrativa e abrir a negociação salarial com o governo são as prioridades para este ano
Em videoconferência realizada na noite de ontem, dia 6, aposentados e Analistas-Tributários que atuam em várias unidades da Receita Federal no Rio de Janeiro/RJ, integrantes da Diretoria Executiva Nacional, das Delegacias Sindicais e do Conselho Estadual das Delegacias Sindicais do Sindireceita no estado, debateram as principais ações do Sindicato para este ano. Para a Diretoria Executiva Nacional, as prioridades são a defesa do serviço público e a luta contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 32/2020, que trata da reforma administrativa, e a abertura imediata da negociação salarial com o governo.
Em relação à luta contra a PEC 32, o presidente do Sindireceita, Geraldo Seixas destacou que o Sindicato está atuando em diversas esferas e participando ativamente das ações e campanhas que estão sendo realizadas pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), pelo Pacto de Brasília, movimento que reúne entidades que representam os servidores dos fiscos federal, estadual e municipal, pela Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público (Frente Servir) e pela Frente Parlamentar Mista do Serviço Público.

Em relação a atuação do Sindicato nas ações e campanhas contra a reforma administrativa, Geraldo Seixas destacou que o trabalho está dividido em duas linhas principais. A primeira é a atuação da categoria em todos os movimentos e articulações visando a defesa coletiva do serviço público e contra a reforma. Essas ações têm por objetivo agregar esforços e buscar a convergência contra a PEC 32. “Todo o esforço é para postergar ao máximo a tramitação da PEC, que inclusive se mostra completamente anacrônica, pois, neste momento de pandemia, não faz nenhum sentido atacar o serviço público e os servidores que estão atuando na linha de frente”, acrescentou.
Outro desafio apontado por Seixas está relacionado ao trabalho parlamentar e a necessidade de se ampliar no Congresso Nacional as forças contrárias à PEC 32. “Precisamos fazer um grande esforço de convencimento e esclarecimento no Congresso, e essa articulação com as frentes é fundamental. Temos que ampliar o diálogo com a presidência das duas Casas e, nesse sentido, é importante o engajamento das bases, pois esse é um trabalho gigantesco que de forma isolada ninguém conseguirá fazer”, acrescentou.
Para Geraldo Seixas o enfrentamento da reforma administrativa exige um amplo esforço de todos os servidores, mas também é preciso trazer para as mobilizações trabalhadores dos demais setores. Outro grande desafio, segundo Seixas, é conscientizar parte da população para os riscos e prejuízos que a proposta de reforma administrativa pode trazer para a sociedade, principalmente para aquela parcela que mais necessita dos serviços públicos. “São dois grandes desafios; o primeiro é construir a unidade de servidores e demais trabalhadores contra a reforma; o segundo é fazer com que a população compreenda a importância dos serviços públicos. Para isso, precisamos ampliar ainda mais as mobilizações e campanhas na mídia e redes sociais, e nossa participação nas atividades que estão sendo realizadas pelos mais diversos fóruns dos servidores e pelas Frentes no Congresso Nacional”, destacou.

Para o diretor de Formação Sindical e Relações Intersindicais, Geraldo Paes é fundamental a construção da unidade dos servidores, dos sindicatos e dos trabalhadores para o enfrentamento da reforma administrativa. “O momento é de busca por convergência para que possamos salvar o serviço público, os servidores e nosso cargo. Nosso enfrentamento é contra a reforma administrativa”, ressaltou.
Geraldo Paes participa, como representante dos Analistas-Tributários e do Sindicato, da coordenação das ações e campanhas que estão sendo realizadas através do Fonasefe. Segundo ele, é preciso mostrar para a população que essa reforma não interessa aos servidores, mas sobretudo não interessa ao conjunto dos trabalhadores que utilizam os serviços públicos. “Atuamos em vários fóruns e frentes com o objetivo de construir a unidade para enfrentar os desafios e as ameaças aos direitos de todos os trabalhadores. Sozinhos não temos força para fazer esse enfrentamento, até porque 80% dos servidores estão nos municípios, e também por isso precisamos ampliar ainda mais as mobilizações e seguirmos na construção da unidade de luta”, destacou.
Para consolidar essa unidade, Geraldo Paes destaca que é preciso fortalecer a atuação dos fóruns estaduais, visando a promoção de ações comuns. “Estamos discutindo um calendário unificado e também ampliamos as campanhas, por meio do Fonasefe, na mídia e redes sociais. Buscamos encontrar pontos de convergência para a construção de uma grande força em defesa do serviço público. Para isso, é fundamental a aproximação com as centrais e com outros sindicatos. Precisamos multiplicar os pontos de reação pelo país, estabelecer coordenações por unidade federativa que tenham autonomia deliberativa, garantir ações nas capitais e interiorizar a mobilização, principalmente em cidades polo”, enumerou.
Negociação salarial

Ao participar ontem da videoconferência, o diretor de Estudos Técnicos do Sindireceita, Eduardo Schettino destacou que a imposição do congelamento de salário dos servidores até o final deste ano, estabelecido pela Lei Complementar 173/20, e os limites de gastos criados a partir da aprovação da PEC 186, não impossibilitam a concessão de reajuste em 2022.
Schettino defendeu que entre as prioridades da categoria está a luta pelo reajuste salarial. “Perdemos, na última década, um quarto do poder de compra de nosso salário. Ainda que estejamos em estado calamidade, e mesmo com os gatilhos impostos pela aprovação da PEC 186, será possível, após a aprovação da lei orçamentária, verificar que as despesas primárias não devem chegar a 95%”, ressaltou.
Em sua participação, o diretor do Sindireceita detalhou os impactos da aprovação da PEC 186, e ressaltou que, por ora, as despesas obrigatórias não devem atingir o teto de 95%. “Não há impedimento constitucional para o início da negociação salarial em 2021. Não estamos impedidos de iniciar negociação e buscar o reajuste no ano que vem. Inclusive, dentro da pauta do Fonasefe, que o Sindireceita ajudou a construir, foi inserida a proposta de reposição inflacionária. É preciso destacar que temos uma janela muito estreita para aprovar esse reajuste no primeiro semestre de 2022, pois vamos entrar no último ano de mandato do atual governo”, ressaltou.
Eduardo Schettino acrescentou que o cenário atual é de inúmeras dificuldades e que é preciso, ainda mais, formar consciência coletiva e ampliar os movimentos e luta de todos os trabalhadores. “Se não nos unirmos não vamos vencer as lutas que temos pela frente. Assim como ocorreu no passado recente com as derrotas que sofremos nas reformas trabalhista e da previdência, sem unidade podemos ser derrotados novamente”, destacou.
Participação
A videoconferência contou a participação de mais de 50 Analistas-Tributários que atuam em unidades da RFB em todo o estado do Rio de Janeiro. Por mais de três horas os participantes debateram diversos temas de interesse da categoria como os impactos da aprovação da PEC 186 e o trabalho do Sindicato para assegurar a manutenção dos recursos do Fundaf para a Receita Federal, a atuação do Sindicato nas discussões das propostas de reforma tributária em análise no Congresso Nacional, a regulamentação do Bônus de Eficiência, o trabalho pela construção do decreto de atribuições, a luta em favor da paridade, o julgamento da ADI 5391 e da ADI 6562, proposta pelo procurador-geral da República (PGR) entre outros.
Ratificação da suspensão da LXXVI Reunião do CNRE
O presidente do Conselho Nacional de Representantes Estaduais do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil no uso de suas atribuições, informa que:
Considerando a Portaria do Ministério da Saúde nº 188, em 3 de fevereiro de 2020, ato pelo qual declarou situação de emergência em saúde pública de importância Nacional (ESPIN) em decorrência da Infecção Humana pelo novo Coronavírus; houve a aprovação pela Câmara dos Deputados e Senado Federal da Mensagem Presidencial nº 93, de 2020, que reconhece o estado de calamidade pública do Brasil;
Considerando o presente risco a saúde dos Conselheiros;
Considerando que o Sindireceita adotou o distanciamento social e tem atuado de modo a evitar a proliferação da doença;
Considerando a existência de decisão judicial que determina como regra o trabalho remoto no ambiente de trabalho e a necessidade de se manter a congruência nos atos praticados para a defesa de seus filiados;
Considerando que, por preocupação com a saúde de seus filiados e Conselheiros, LXXVI Reunião Ordinária Conselho Nacional de Representantes Estaduais (CNRE), marcada para os dias 03 a 07 de abril de 2020 foi suspensa em razão da pandemia de Coronavirus;
Considerando, ainda a observância a eficiência e economicidade dos atos praticados em prol dos fins e propósitos do Sindireceita, que é responsabilidade de todos os Dirigentes do Sindireceita,
Considerando o parecer DAJ nº 01/2020, de 28 de outubro de 2020 (veja aqui),
Considerando a vídeo reunião do dia 9 de novembro de 2020 com os Conselheiros e a consulta através da votação pelo aplicativo “WhatsApp” sobre a concordância da suspensão da LXXVI Reunião do CNRE até 28 de fevereiro de 2021, a qual recebeu trinta e cinco (35) votos a favor da suspensão, nenhum voto contrário e duas ausências,
Vem pela presente COMUNICAR que LXXVI Reunião Ordinária Conselho Nacional de Representantes Estaduais – CNRE, marcada para os dias 03 a 07 de abril de 2020, está SUSPENSA
até 28 de fevereiro de 2021.
Brasília-DF, 16 de dezembro de 2020.
Gerônimo Luiz Sartori
Presidente do Conselho Nacional de Representantes Estaduais - CNRE
Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil - SINDIRECEITA
Sindireceita em luto pelos Analistas-Tributários vítimas da Covid-19
A Diretoria Executiva Nacional (DEN) do Sindireceita está em luto em respeito aos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (RFB) falecidos em decorrência da Covid-19. Manifestamos aqui o nosso mais profundo sentimento de pesar e solidariedade às famílias e entes queridos dos diversos colegas que tiveram suas vidas ceifadas pela doença desde o início da pandemia, em 2020.
Neste momento de tristeza, desejamos forças a todos aqueles que conviveram com os Analistas-Tributários vítimas da Covid-19 e hoje lidam com a saudade e lembranças deixadas pelos valorosos colegas. Também manifestamos aqui a nossa homenagem a cada ATRFB pelos serviços de excelência prestados à Receita Federal, à Carreira Tributária e Aduaneira e ao serviço público brasileiro.
Mesmo durante a pandemia, os Analistas-Tributários seguem cumprindo as suas funções na RFB. O esforço e dedicação de cada servidor do cargo têm sido fundamentais para a população, economia e segurança nacional durante a pandemia.
Diante do aumento de casos da Covid-19 registrado atualmente, a Diretoria do Sindireceita também reitera a necessidade de cumprimento das recomendações sanitárias no combate à doença, tais como a utilização de máscaras de proteção e higienização constante com uso de álcool 70%. A cooperação de todos é fundamental para contermos o avanço da pandemia da Covid-19.
Diretoria Executiva Nacional (DEN)
Sindireceita
Analistas-Tributários apresentam em webinar propostas de mudanças da matriz tributária para retomada da economia, do emprego e redução das desigualdades
Os Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (RFB) discutiram na noite de ontem, dia 10, em webinar, um conjunto de propostas para mudanças na matriz tributária, para retomada da economia, do emprego e redução das desigualdades. As propostas do Grupo de Estudos Técnicos do Sindireceita integram o projeto Mais Simples Mais Justo, que também reúne diagnósticos e sugestões que podem contribuir para que o país supere as crises econômica, fiscal e sanitária. Veja as propostas do Mais Simples Mais Justo.

Além de analisar os projetos do Sindicato os participantes também discutiram pontos das Propostas de Emenda à Constituição, PEC 45/2019 e PEC 110/2019, que alteram o Sistema Tributário Nacional, e também analisaram o projeto do Ministério da Economia (ME) para a criação da Contribuição Sobre Bens e Serviços (CBS). Participaram do webinar o presidente do Sindireceita, Geraldo Seixas, os diretores Eduardo Schettino (Estudos Técnicos), Geraldo Paes (Formação Sindical e Relações Intersindicais) e Jaildson Gonçalves (Finanças e Administração); o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), José Garcez Ghirard; e o subsecretário de Tributação e Contencioso da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (Sutri/RFB), Sandro de Vargas Serpa.
O presidente do Sindireceita, Geraldo Seixas, ao abrir o webinar, destacou que o objetivo dos Analistas-Tributários e do Sindicato com a elaboração do projeto “Mais Simples Mais Justo” é colaborar com propostas para que o país possa superar as crises fiscal, econômica e sanitária. “Constituímos um grupo técnico de trabalho, justamente para podermos participar de forma ativa dos debates públicos. Também temos a convicção que como servidores da RFB é nossa obrigação participar dessas discussões. A construção desse projeto, inclusive é uma obra aberta que contempla a participação de todos os interessados”, destacou.
Geraldo Seixas acrescentou que o esforço do Sindicato e dos Analistas-Tributários com esse e outros projetos é poder participar dos debates importantes do país. “Queremos debater e na política o que não podemos é abandonar as discussões. Por isso, enquanto Sindicato, investimos em nossa produção técnica, para podermos contribuir com as discussões e com as decisões políticas que são relevantes para todos”, acrescentou.
Diagnóstico do Trabalho

Ao abrir o painel “Diagnóstico do Trabalho” o diretor de Estudos Técnicos do Sindireceita, Eduardo Schettino reforçou que a Receita Federal e seus servidores tem a responsabilidade de participar ativamente das discussões da reforma tributária. Ele criticou pontos das propostas que estão em debate no Congresso Nacional e as tentativas de imposição de modelos tributários que não levam em consideração a complexidade do país, as assimetrias regionais, a desigualdade econômica e social, elementos que são fundamentais para a discussão de um novo modelo tributário. “Não foi nossa pretensão oferecer um projeto integral de reforma tributária, até porque a maioria das propostas apresentadas não para em pé. Não podemos reduzir esse debate a simplificação, assim como não se pode impor soluções externas. Temos um sistema tributário que perdura há mais de 60 anos e o que precisamos é promover uma reforma que contemple as mudanças necessárias de forma segura”, destacou.
Eduardo Schettino reforçou que o objetivo do Sindicato com o projeto é contribuir para a consolidação de um sistema tributário mais simples, justo e cidadão e que tem entre seus fundamentos a sustentação do sistema de seguridade social, que engloba a previdência, à saúde e à assistência social. “Ao longo da vida todo brasileiro vai depender desse sistema em algum momento. Mais do que isso, é preciso buscar meios para financiar a seguridade social, pois sem esse sistema, seguramente caminharemos para um caos social”, acrescentou. O diretor do Sindireceita chamou a atenção para os impactos que a estagnação econômica vem causando no financiamento do sistema de seguridade e alertou para os riscos que o crescimento do desemprego e da informalidade representam para o país.

Ao apresentar dados do projeto Mais Simples Mais Justo, Schettino reforçou que nos últimos 12 meses, período que contempla os efeitos da pandemia, houve uma redução de 10% no trabalho formal e de 20% no grupo de informais. O número de desempregado, calculados pela metodologia do projeto, também supera os dados apresentados pelo governo e somados, a taxa de desocupação alcança 29% da população economicamente ativa. “É preciso considerar nesse processo também os efeitos da reforma trabalhista, que retirou direitos e acentuou o processo de precarização do trabalho no país no momento em que deveríamos estar caminhando em sentido contrário. O que precisamos é incentivar a formalização e não deixar os trabalhadores brasileiros ainda mais fragilizados”.
Segundo Schettino, mais de sete milhões de trabalhadores deixaram de contribuir para a seguridade social nos últimos meses. “Se não mudarmos essa realidade vamos deixar para as futuras gerações uma dívida com a seguridade social que hoje já supera R$ 9,5 trilhões. Esse é o futuro que se observa e se projeta para o Brasil se deixarmos de cuidar da seguridade, foi justamente o que ocorreu com Chile”, ressaltou. As propostas do projeto Mais Simples Mais Justo que tratam do Diagnóstico do Trabalho no Brasil podem ser acessadas aqui. http://sindireceita.org.br/maissimplesmaisjusto/download/Caderno%204%20_%20Sindireceita_vs2.pdf
Sistema tributário
“Se queremos conhecer a realidade sobre uma sociedade, não devemos procurar nos palanques dos políticos, mas, sim, nas planilhas da Receita Federal”, afirmou o professor da FGV, José Garcez Ghirardi. Em sua explanação, ele tratou da estrutura e desigualdades do sistema tributário brasileiro e ressaltou a urgência de simplificação deste sistema para a construção de um país mais justo. “É na tributação que vemos, sem nenhum disfarce, a realidade da desigualdade material. É nela que o jogo de forças da sociedade se mostra e vemos quem paga mais, quem paga menos e quem não paga nada. Isso fica patente nos crivos da Receita Federal. Mais do que isso, nós vemos, também, escolhas fundamentais que a sociedade como um todo faz ou pelo menos as escolhas que aqueles que têm mais poder na sociedade fazem. O que nós decidimos tributar? Nós tributamos trabalho, ganho financeiro, propriedade, consumo, produção?”, indagou.

Na avaliação de José Ghirardi, a complexidade do sistema tributário dificulta a compreensão das distorções presentes em sua estrutura, bem como avaliações precisas sobre as desigualdades no Brasil. “Ao que me parece, essa complexidade não é casual. Para além das razões técnicas que podem haver para ela, essa complexidade ajuda a ocultar ou deixar mais difícil de fazer um diagnóstico claro de um país desigual. A simplificação do sistema tributário e da forma de arrecadação permitem colocar mais claramente, no centro da cena, os jogos de interesse que de fato estão no coração do país. Se queremos fazer uma discussão política para mudar o país, essa discussão tem que ser do sistema tributário e das lógicas que estão encrustadas nele”, comentou.
O professor da FGV parabenizou o Sindireceita pelo desenvolvimento do projeto Mais Simples Mais Justo e ressaltou que a iniciativa contém importantes contribuições para a compreensão deste cenário e das mudanças necessárias. Para José Ghirardi, as propostas contidas na iniciativa podem enfrentar resistência de setores de poder, pois implicam em mudanças profundas da lógica desigual do sistema tributário. “Quando o Sindireceita propõe como mote o “Mais Simples Mais Justo”, isso não é só uma construção retórica. Como cidadão que observa o trabalho da Receita Federal e torce por um país mais justo é muito auspicioso ver um trabalho como esse, que vai no coração dos problemas que nós enfrentamos. A discussão da reforma tributária é pesada e difícil, porque ela toca as estruturas profundas da nossa sociedade e tenta deslocar eixos de construção da nossa sociedade que estão presentes há décadas. É inevitável que esse trabalho encontre resistências, mas essas resistências são índice de que os senhores estão fazendo algo realmente relevante e eu fico muito contente por poder ver esse processo em marcha”, declarou.
Contribuição Sobre Bens e Serviços

A criação da Contribuição Sobre Bens e Serviços (CBS) foi tema de explanação do subsecretário da Sutri/RFB, Sandro de Vargas Serpa. Segundo ele, esse modelo de tributação tem como benefícios aspectos como maior transparência, combate à concorrência desleal e simplificação de impostos. “Com a CBS buscamos um modelo mais transparente possível em relação ao que temos hoje na tributação sobre consumo, pelo menos em nível federal, que é o nosso PIS e COFINS. Outro ponto que a proposta da CBS quer atacar é concorrência desleal entre empresas e setores, que é uma questão que mina a nossa produtividade. O tempo médio dos processos também é uma questão importante, pois só para execução fiscal, o tempo médio é de oito anos. Vejam o tempo que é gasto e isso gera um custo para todos nós. O valor do contencioso representa, hoje, 51% do PIB, são R$ 3,44 trilhões. É um valor altíssimo. Com a CBS buscamos, primeiro, a simplificação. Temos a questão da transformação dos tributos sobre consumo que nós temos em nível federal num IVA efetivo, um IVA que consigamos seguir os padrões internacionais. Ou seja, tudo o que você comprou ou quase tudo, lhe dará crédito quando você vender a sua produção. Esse é o IVA que se busca a partir de uma sistemática de crédito muito mais transparente, porque todas as aquisições, com exceção do gasto com mão de obra e folha de salários, passarão a dar crédito”, explicou.
Na oportunidade, o subsecretário da Sutri/RFB também parabenizou o Sindireceita pela realização do webinar e pelo desenvolvimento de pesquisas no âmbito do projeto Mais Simples Mais Justo. Ao final do evento, Sandro de Vargas Serpa se colocou à disposição da categoria para debater as propostas. “É imprescindível que nós, enquanto órgão federal de arrecadação, nos posicionemos e tenhamos estudos de alto nível como esses que vocês do Sindireceita estão produzindo e discutamos com a sociedade. Tenho grande orgulho de pertencer à Receita Federal, de ser colega de todos vocês e do trabalho de altíssimo nível que foi apresentado nesta noite. Convido vocês a virem discutir com a Subsecretaria de Tributação e Contencioso. Estaremos de portas abertas para debater todos os aspectos que discutimos aqui e isso será muito importante”, disse.
Tributação sobre a renda

A segunda etapa de discussões do webinar foi dedicada aos debates sobre os diagnósticos e propostas do projeto que tratam da Tributação sobre a renda no país. O diretor de Finanças e Administração do Sindireceita, Jaildson Bomfim Gonçalves, que integra o Grupo de Estudos Técnicos do Sindicato, reforçou que o modelo de tributação do país é um espelho do jogo de forças que marca a sociedade brasileira. “Os 10% da população brasileira ficam com mais de 55% da renda nacional e contribuem com pouco ou quase nada com o recolhimento de tributos. Do outro lado, a classe média e os demais trabalhadores, que representam 90% da população, dividem os 45% da riqueza, e são os que efetivamente contribuem para esse sistema que é até opressivo”, destacou.
Na avaliação do diretor do Sindireceita esse diagnóstico é fundamental para o debate, pois a discussão sobre reforma tributária deve levar em consideração esse mapa de concentração de riqueza e de desigualdade social do país. “A simplificação é importante, mas dentro do mapa da desigualdade e de distribuição pouco ou quase nada impactaria a vida da população, principalmente a de baixa renda. Outro ponto seria a repactuação entre os entes federados, ou seja, uma mudança na distribuição da arrecadação, que da mesma forma não mudaria a vida das pessoas de forma concreta. Já um olhar mais crítico, permitiria uma readequação da matriz tributária em respeito a capacidade contributiva e a progressividade do imposto”, destacou.
Ao comparar a matriz tributária do Brasil com a do conjunto dos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) o estudo realizado pelo Grupo de Estudos Técnicos do Sindireceita apresenta como conclusões a necessidade de desoneração da atividade produtiva, do crédito, dos salários e da circulação de bens e serviços. “Esses dois últimos demonstram a regressividade do nosso sistema que penaliza aqueles que tem menor capacidade contributiva. Como sugestão apresentamos uma proposta de tributação de lucros e dividendos, de juros sobre capital próprio, dos lucros excedentes e também a necessidade de ajuste da tabela do Imposto de Renda”, detalhou.

Conforme as projeções apresentadas no estudo, a tributação de lucros e dividendos poderia incrementar a arrecadação em R$ 86 bilhões ao ano; a tributação de juros sobre o capital próprio traria um acréscimo de R$ 17 bilhões ano; a de lucros excedentes arrecadaria mais de R$ 10 bilhões ao ano e por fim o ajuste da tabela do Imposto de Renda pode desobrigar aproximadamente 15 milhões de contribuintes de apresentar a declaração de ajuste anual, promovendo maior justiça tributária, ao ajustar a progressividade do IR. Veja as propostas do Sindireceita para Tributação da Renda
O professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), José Garcez Ghirard, ao analisar as propostas do Grupo de Estudos Técnicos, destacou os aspectos políticos relacionados aos debates sobre a desigualdade no país que se expressam, inclusive na matriz tributária. O estado, segundo o professor, que deveria adotar a tributação como uma forma de redistribuição de renda, permite que a desigualdade não só permaneça, mas aumente. “Como podemos culpar as pessoas que tem frustação com a política, com o estado, e que estão prontas a aceitar qualquer promessa de esperança? As promessas fundamentais do Estado, como a garantia a seguridade, não estão sendo cumpridas. Mais do que isso, o Estado não só fecha os olhos para a desigualdade, mas faz com que ela cresça. Como as pessoas podem ter fé na democracia, que é a igualdade formal, mas que não está se traduzindo em igualdade real? Vejam, portanto, o quanto é importante o debate que estamos fazendo aqui e agora. Quem está no topo da pirâmide consegue fazer a “mágica” de se desmaterializar, e assim foge da lógica tributária que ainda nos norteia. Nesse sentido, fala-se muito em desoneração, mas o que precisamos e muito, é de onerar aqueles que de fato podem pagar. Se quisermos discutir o Brasil a sério é preciso olhar para este trabalho que o Sindicato está fazendo”, criticou.
O professor também defendeu a necessidade de avanços que permitam tributar a economia imaterial que está em expansão. “O Estado, em desespero para obter recursos, vai tributar ainda mais aqueles que já não conseguem pagar, e isso só aumenta a resistência ao Estado e o desejo da sociedade e precarizar sua atuação. Se o Estado não atuar para mudar essa realidade vai perder legitimidade, assim como tem perdido, o que é lamentável e perigosíssimo”, analisou.
O subsecretário de Tributação e Contencioso da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (Sutri/RFB), Sandro de Vargas Serpa, reforçou a pertinência das exposições apresentadas pelo Sindicato. “Enquanto mantivermos a matriz tributária nesse formato que foi apresentado no estudo do Sindicato teremos esse problema de desigualdade de renda no país. Outras medidas podem ser adotadas para enfrentar a desigualdade, como a distribuição direta de renda, mas, não podemos fechar os olhos para nossa matriz tributária que incide de forma desigual sobre a renda no país”, reforçou.
Sandro de Vargas também falou sobre os debates que a Receita Federal tem participado no Congresso Nacional procurando tratar de outros temas como a incidência da tributação sobre a folha de pagamento, e a intenção de desoneração da folha e a necessidade de fontes para recursos. “Por ora, o governo só encaminhou a proposta da CBS, mas as próximas etapas de discussão da reforma tributária devem tratar da tributação sobre a renda. Posso adiantar que muito do que foi detectado no estudo do Sindireceita, no diagnóstico sobre lucros e dividendos e distribuição disfarçada de lucros, vai ser analisado. Depois que encaminharmos nossa proposta gostaríamos muito de continuar contando com o Sindireceita nessas discussões”, adiantou.

O subsecretário, Sandro de Vargas acrescentou que o debate promovido pelo Sindicato sobre a matriz tributária brasileira é uma das discussões mais políticas e difíceis de serem feitas, mas, da mesma forma, extremamente necessária. Ele reforçou que a Receita Federal tem participado dos debates da reforma tributária de forma técnica, e faz questão de continuar nessa linha, dos estudos de alto nível, e que a decisão política cabe ao parlamento. “Mas, já temos dados para demonstrar que podemos avançar bastante nas mudanças da matriz tributária. Faremos todo o esforço possível, mas a decisão de readequar a matriz tributária é do parlamento”, avaliou.
Economia subterrânea e desoneração
O webinar contou ainda com palestra realizada pelo diretor de Formação Sindical e Relações Intersindicais do Sindireceita, Geraldo Paes, acerca da tributação da economia subterrânea e desoneração do emprego formal. O assunto encontra-se detalhado no Caderno 3 do projeto Mais Simples Mais Justo (leia aqui).
Segundo o diretor, embora haja decréscimo da informalidade em percentual do PIB, dos anos de 2003 a 2019, os valores reais da informalidade aumentaram. “A riqueza nacional teve um incremento, porém em seus valores reais os números da informalidade aumentaram, o que nos leva a entender que os atores desses processos de informalidade foram os mesmos de 2003 a 2015, com algum incremento. De 2015 a 2019 houve um salto, que pode ser explicado como aumento da informalidade decorrente dos processos de vulnerabilidade social. Neste período, houve uma pequena oscilação no PIB, a curva demonstra um crescimento da informalidade a partir de 2015, em relação à riqueza nacional, mas um incremento real perto de 20% a partir desse momento em que a gente vive”, explicou.

Ainda sobre a informalidade, Geraldo Paes destacou que a economia subterrânea no Brasil representa 17,3% do PIB e, em relação à carga tributária, R$ 416,43 bilhões a menos em arrecadação. Segundo o diretor, a ausência de tributação da economia subterrânea acarreta prejuízos ao país como corrupção, ineficiência, concorrência desleal, sonegação fiscal, desobediência às leis e regras trabalhistas, sonegação previdenciária, injustiça tributária e falta de recursos para financiar serviços públicos.
O diretor esclareceu que para viabilizar a tributação da economia subterrânea o Grupo de Estudos Técnicos do Sindireceita propõe a criação da Contribuição Social Dedutível (CS-Dedutível), incidente sobre a movimentação financeira. Segundo Paes, a medida auxiliaria na distribuição do ônus da seguridade, com alívio da atividade formal e alcance da economia informal. Paes explicou ainda que a CS-Dedutível não se trata de modelo similar à extinta CPMF. “A CS-Dedutível compensa com o que já paguei, reduz a carga de quem já contribui e incentiva a manutenção dos postos de trabalho. Não queremos onerar quem contribui. Queremos que o resultado final seja a inserção, no sistema, daquelas pessoas que não contribuem ou a sua migração para a formalidade”, disse.

Ao final de sua explanação, Geraldo Paes ressaltou ainda os pressupostos da proposta, além de estimativas de arrecadação. Para o diretor, o modelo defendido pelo Grupo de Estudos Técnicos do Sindireceita tornará mais justa a forma de arrecadação e impactará positivamente o desenvolvimento do país, com aumento da formalidade. “A adoção do modelo aumenta a sensação de pertencimento ao sistema previdenciário do cidadão. Quem está na informalidade contribuirá para fazer jus a um benefício que retornará para ele em algum momento da vida. O principal mérito é a redução da carga tributária de uma parcela expressiva dos brasileiros, o que traz mais equidade na forma de participação e custeio, sem contar os efeitos de migração da informalidade para a formalidade, o que já confere maior justiça fiscal ao sistema”, concluiu.
Analista-Tributário: apoie a Ideia Legislativa sobre o fim da cobrança previdenciária dos aposentados no portal e-Cidadania do Senado Federal
A Diretoria Executiva Nacional (DEN) do Sindireceita convida os Analistas-Tributários em todo o Brasil a apoiarem, no portal e-Cidadania do Senado Federal, a Ideia Legislativa que trata do fim da cobrança de contribuição previdenciária sobre os aposentados. A iniciativa necessita de 20 mil apoios até o dia 21 de julho para se tornar uma Sugestão Legislativa e ser debatida pelos senadores. Para votar favoravelmente à Ideia Legislativa basta possuir cadastro no portal e-Cidadania, acessar a página da proposta (veja aqui) e clicar na opção “apoiar”.
O fim da cobrança previdenciária sobre os aposentados é uma importante bandeira de luta do Sindireceita. O artigo 4º da Emenda Constitucional nº 41, de 19 de dezembro de 2003 prevê que os aposentados e pensionistas de todo o serviço público devem pagar uma contribuição de 11% sobre a parcela da remuneração que exceder o teto estabelecido pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Entretanto, como os servidores aposentados já contribuíram por cerca de 30 a 35 anos para a Previdência, ao longo de sua jornada de trabalho, consideramos que a cobrança de 11% deve ser revogada por meio de outra Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
Se receber 20 mil apoios até o dia 21 de julho, a Ideia Legislativa será encaminhada à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e formalizada como Sugestão Legislativa, nos termos do artigo 6º, parágrafo único, da Resolução nº 19 de 2015 e do artigo 102-E do Regimento Interno do Senado. Na CDH, as Ideias Legislativas são debatidas pelos senadores e ao final recebem um parecer.
A Diretoria do Sindireceita convida todos os colegas Analistas-Tributários a apoiarem esta importante iniciativa. Acesse o portal e-Cidadania e vote pelo fim da contribuição previdenciária dos aposentados. O apoio de cada ATRFB é fundamental nesta luta!
Prêmio Analista-Tributário Rodrigo Ribeiro Thompson 2019 é entregue durante cerimônia de posse da Diretoria do Sindireceita
A edição de 2019 do Prêmio Analista-Tributário Rodrigo Ribeiro Thompson condecorou na noite desta segunda-feira, dia 9, os cinco melhores artigos escritos por servidores do cargo, durante cerimônia de posse da Diretoria Executiva Nacional (DEN) do Sindireceita eleita para o triênio 2020/2022. O evento ocorreu às 20h, no espaço de eventos Dúnia City Hall, na capital federal.
O total de onze artigos científicos foram admitidos nesta edição do Prêmio Analista-Tributário Rodrigo Ribeiro Thompson. Todos os trabalhos serão publicados em revista científica do Sindireceita, que será disponibilizada em breve para consulta em novo portal web que reunirá o acervo técnico dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (RFB). Saiba mais aqui.
A premiação foi entregue aos vencedores pelo presidente do Sindireceita, Geraldo Seixas e pelo presidente do Conselho Nacional de Representantes Estaduais (CNRE) do Sindicato, Geronimo Sartori. Na ocasião, os servidores do cargo também receberam brindes entregues pelo diretor do MarktClub, Roberto Niwa Camilo. “Esse prêmio espelha exatamente a filosofia implementada por essa Diretoria e pelas próximas, que é de investir na formação dos Analistas-Tributários da Receita Federal”, comentou o presidente Geraldo Seixas.
Foram vencedores os artigos “Aplicabilidade do Modelo Pirâmide de Conformidade Fiscal à Cobrança dos Tributos no Brasil: Um Estudo de Caso na RFB/RS” (1º lugar), do Analista-Tributário Messias Tadeu Gouvêa; “A Facilitação do Comércio Internacional e a Integridade na Aduana Brasileira: Entraves Gerados pela Corrupção” (2º lugar), do Analista-Tributário Luiz Gustavo de Castro Carlos; “Cidadania: o Princípio, o Fim e o Meio” (3º lugar), do Analista-Tributário Eduardo Martins Coelho; “A Dedução no Imposto de Renda de Despesa com instrução de Pessoa Deficiente em Escola Regular e o Entendimento da SC nº 252/2014” (4º lugar), do Analista-Tributário Francisco Carlos Portela Linhares; e “A Exclusão de Optantes do Parcelamento REFIS por Motivo de Pagamentos Irrisórios e sua Ilicitude Perante o Ordenamento Jurídico Brasileiro” (5º lugar), do Analista-Tributário Rodrigo Paes de Camargo.
Os ATRFBs Luiz Gustavo de Castro Carlos, Eduardo Martins Coelho e Rodrigo Paes de Camargo não puderam comparecer ao evento. Na premiação, os servidores do cargo foram representados, respectivamente, pela delegada sindical eleita de Cascavel/PR, Walderez Maria Mayer Bueno Otto; pelo presidente do Conselho Estadual de Delegacias Sindicais no estado de Minas Gerais (CEDS/MG), André Luiz Fernandes; e pelo delegado sindical em Sorocaba/SP, Antônio de Pádua Rodrigues Queiroz. Os 2º e 3º colocados encaminharam mensagens de agradecimento em vídeos que foram exibidos na cerimônia.
Agradecimentos
Durante o seu agradecimento, o 1º colocado, Messias Tadeu Gouvêa ressaltou a importância da revista científica criada pelo Sindireceita. “O público especializado aqui presente tem interesse em ler esses materiais, mas eles não eram publicados. Agora isso mudou com a revista científica, que em breve será lançada”, afirmou.
Em vídeo exibido na premiação, o 2º colocado, Luiz Gustavo de Castro Carlos parabenizou o Sindireceita pela criação do prêmio e de outras ações em prol da formação profissional dos Analistas-Tributários. “Desejo que essa iniciativa de construção profissional seja permanente, assim como os cursos de extensão que foram disponibilizados em 2019. Espero que nos próximos anos mais pessoas possam participar e que possamos, com esses materiais, construir uma base de conhecimento a partir do Sindicato e auxiliar no desenvolvimento profissional da carreira”, declarou.
Também em vídeo apresentado na cerimônia, o ATRFB Eduardo Martins Coelho (3º colocado) afirmou que a premiação fornece à sociedade uma oportunidade para conhecer profundamente o trabalho realizado pelos servidores do cargo em benefício da população. “A cidadania é o porto seguro que vislumbramos na trajetória da corrida e o legado que entregamos àqueles que virão. Desejo de coração que a oportunidade criada pelo Sindireceita tenha o condão de mostrar à sociedade o muito que podemos fazer para retribuir a confiança em nós depositada”, disse.
O 4º colocado, Francisco Carlos Portela Linhares também destacou, em seu agradecimento, a relevância da premiação para a sociedade. “Esse concurso possibilita que a gente exponha ideias que possam ser aproveitadas pela própria Receita Federal e pela sociedade, que passa a conhecer o trabalho que fazemos. Desejo que essa iniciativa seja mantida nos anos seguintes, pois ela é muito importante”, comentou.
Aprovação de emenda pela regulamentação e paridade no Bônus de Eficiência será prioridade do Sindireceita em 2020
Em 2020, o trabalho parlamentar conduzido pelo Sindireceita no Congresso Nacional terá como prioridade a aprovação da emenda 162 apresentada à Medida Provisória nº 899/2019, que trata da regulamentação do Bônus de Eficiência e do restabelecimento da paridade entre ativos e aposentados. A Diretoria Executiva Nacional (DEN) trabalhará com afinco para que estes compromissos centrais de luta da categoria sejam aprovados pelo Legislativo e conclama os Analistas-Tributários em todo o Brasil a somarem esforços nesta batalha.
Publicada em 17 de outubro no Diário Oficial da União (DOU), a MP 899, de autoria da Presidência da República, estabelece requisitos e condições para que a União e os devedores ou as partes adversas realizem transação resolutiva de litígio. Ainda em outubro, uma comissão mista foi constituída no Parlamento com o objetivo de emitir parecer sobre o texto, que será posteriormente encaminhado para apreciação dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A comissão mista tem como presidente o senador Luiz Pastore (MDB-ES) e conta com a relatoria do deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP). O parecer do colegiado deve ser apresentado em fevereiro, após o encerramento do recesso parlamentar.
A emenda 162 foi elaborada pelo Sindireceita em conjunto com outras entidades de representação do Fisco e apresentada à MP pelo deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP), no dia 23 de outubro (leia aqui a notícia sobre o assunto). Em vídeo amplamente divulgado pelo Sindireceita na data, o presidente do Sindicato Geraldo Seixas e o diretor de Assuntos Previdenciários Sérgio de Castro comentaram a importância da proposta e os próximos passos da luta sobre o assunto no Congresso Nacional.
A emenda prevê alterações na Lei 13.464/2017, que reestruturou a remuneração dos servidores da Carreira Tributária e Aduaneira da Receita Federal do Brasil (RFB) e instituiu o Bônus de Eficiência. A matéria tem como objetivo deixar claro que a gratificação não poderá decorrer de receitas provenientes de multas tributárias, respeitando decisão do Congresso Nacional, que eliminou as multas da base de cálculo da bonificação durante a tramitação da MP 765. A emenda 163 (veja aqui) defende ainda o restabelecimento da paridade no Bônus de Eficiência entre ativos e inativos, assegurando o reajustamento do benefício pago aos aposentados e pensionistas com preservação do valor real dos seus vencimentos.
A Diretoria do Sindireceita acompanhará de perto a tramitação desta proposta que está em sintonia com os pleitos históricos da categoria e, também, com a Pauta Reivindicatória dos Analistas-Tributários para o ano 2020 (confira aqui), aprovada durante a LXXV Reunião do Conselho Nacional de Representantes Estaduais (CNRE), ocorrida neste mês, em Brasília/DF.
A DEN reafirma o seu compromisso em defesa dos Analistas-Tributários e conclama os colegas a somarem esforços nesta importante batalha. A conclusão da negociação salarial da categoria é urgente e exigirá disposição e engajamento de todos nós!
Diretoria Executiva Nacional (DEN)
Sindireceita
Sindireceita encaminha ofícios para o SRFB e ME e solicita suspensão do atendimento, adoção de teletrabalho e medidas adicionais de segurança para os servidores aduaneiros visando reduzir o contato com portadores do Coronavírus
A Diretoria Executiva Nacional do Sindireceita encaminhou na tarde desta terça-feira, dia 17, ofícios ao secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Pacheco dos Guaranys e ao secretário especial da Receita Federal do Brasil, José Tostes Neto, solicitando a suspensão total do atendimento ao público pelos próximos 30 dias, podendo ser prorrogado esse prazo em avaliação posterior, bem como no sentido de possibilitar a realização das demais atividades pelo teletrabalho ou de forma remota, evitando a necessidade de deslocamentos e contatos com outras pessoas.
Para aquelas atividades que não seja possível a realização pelo teletrabalho, a exemplo do atendimento a passageiros procedentes do exterior em aeroportos, portos ou pontos de fronteira terrestre, a DEN do Sindireceita solicitou o fornecimento de máscaras adequadas, luvas e álcool gel, além de outras providências que reduzam ao mínimo o contato com eventuais portadores do vírus, especialmente os oriundos de outros países.
A Diretoria do Sindireceita reforça que o objetivo é fazer com que o maior número de servidores permaneça exercendo suas atividades profissionais em suas residências, atendendo aos pedidos de isolamento feito por vários especialistas.
Nos ofícios, a Diretoria do Sindicato reforça a necessidade de adoção de medidas de proteção para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da COVID-19, e também ressalta a suscetibilidade dos servidores que desenvolvem seus trabalhos prestando diretamente atendimento ao público nas unidades da Receita Federal do Brasil.
Se as solicitações encaminhadas pela Diretoria do Sindicato ao ME e à administração da RFB não forem atendidas, outras medidas poderão ser adotadas. A Diretoria do Sindicato reforça que tomará todas as medidas administrativas e legais possíveis para preservar a integridade dos Analistas-Tributários.
Sindireceita apresenta 40 medidas emergenciais para enfrentamento da Covid-19 e impactos econômicos no âmbito da Receita Federal
Em videoconferência na tarde desta segunda-feira, 23 de março, o presidente do Sindireceita, Geraldo Seixas, e outros diretores do Sindicato, levaram aos gestores da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) a sugestão de adoção de 40 medidas emergenciais (veja aqui) para adequação dos processos de trabalho da RFB ao estado de calamidade pública advindo da rápida propagação da Covid-19 no território nacional, com graves impactos econômicos.
As medidas abrangem as áreas de atendimento, cobrança e arrecadação, aduana, tecnologia da informação, gestão de pessoas e comunicação institucional e são fruto de contribuições de Analistas-Tributários de todo país. Os Analistas-Tributários se colocam integralmente à disposição da administração para que a instituição consiga rapidamente cumprir a missão institucional da RFB, sem qualquer prejuízo, preservando a integridade física dos servidores e da população que necessita dos serviços prestados pela administração tributária e aduaneira. Além disso, as contribuições dos Analistas-Tributários visam permitir que a atividade econômica seja amparada para preservação dos empregos, da renda e do consumo responsável, sem perder de vista a necessidade de se manter a arrecadação tributária, essencial para cobertura dos gastos públicos.
A administração da RFB recebeu as colaborações e se dispôs à análise pormenorizada de cada uma das propostas num prazo de 48 horas. O subsecretário-geral da Receita, Décio Rui Pialarissi, enfatizou as medidas já tomadas pela instituição e a responsabilidade que recai sobre o órgão nesse momento: a manutenção de atividades essenciais para o país concomitante à necessidade de preservação de servidores e contribuintes.
Ao final, gestores e representantes dos Analistas-Tributários se comprometeram com a manutenção do diálogo permanente e do esforço conjunto para superação dos desafios que se apresentam à administração tributária e aduaneira da União.
Pela Receita Federal, além do subsecretário-geral da Receita, Décio Rui Pialarissi, participaram da reunião o subsecretário de Fiscalização, Jonathan José Formiga de Oliveira, o subsecretário de Arrecadação, Cadastros e Atendimento, Frederico Igor Leite Faber, e o assessor da Secretaria Especial, José de Assis de Ferraz Neto. Pelo Sindireceita, além do presidente, Geraldo Seixas, participaram o vice-presidente, Ronaldo Godinho, e os diretores Thales Freitas (Assuntos Jurídicos), Alexandre Magno (Defesa Profissional) e Eduardo Schettino (Estudos Técnicos).
Manifestos à ADI 4.616
A Diretoria Executiva Nacional (DEN) disponibiliza nos links abaixo todos os manifestos elaborados pelas bases expondo a indignação da categoria quanto à ADI 4616. A DEN também informa que criou o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. para que os filiados encaminhem todas as suas dúvidas e questionamentos sobre a ação.
Manifesto dos Analistas Tributários em Belo Horizonte(sem arquivo)
Manifesto de repúdio DRF Sorocaba/SP
Manifesto de repúdio DS Londrina/PR
Manifesto do ATRFB Walber Ferreira
Manifesto do DRF de Poços de Caldas/MG
Manifesto DRF Volta Redonda/RJ
Manifesto DS Cumbica Guarulhos/SP
Manifesto DS Rio de Janeiro/RJ
Manifesto Campos dos Goytacazes/RJ
Nota delegados e inspetores da 5ª RF











